"Oque será da pobre criança? Se eu não encontrar um bom tutor estamos perdidos, eu e ela..." pensava enquanto olhava para o cesto e seu sorriso ia aos poucos se dissolvendo em preocupações.
- Mais cerveja! - Disse Bran com certa aspereza para o taverneiro.
- É pra já, meu senhor! - Respondeu o roliço homem que de certa forma sempre parecia alegre.
O taverneiro retirou uma jarra detrás do balcão e levou a um grande barril com uma espécie de torneira de madeira acoplada que fazia jorrar uma escura cerveja preenchendo a grande jarra até a boca. A taverna não era grande, mas tão pouco era acabada, Bran estava no canto mais escuro da taverna oculto pela baixa iluminação e a fumaça da lareira e dos grandes potes de incenso ao lado da soleira da pesada porta de madeira. A sua frente do outro lado estava o balcão de onde o taverneiro tirou a jarra, feito de madeira envernizada com uma variedade de barris ao fundo, tantos que podia vê-los subir até quase o teto, ao lados dos barris havia uma porta que muito provavelmente levaria a cozinha. Ao lado do balcão estava a pesada porta de madeira reforçada com os dois potes de incenso ao lado que levava para fora da taverna onde a eterna chuva caia forte e sem parar batendo na porta fechada. Bran pode perceber que além dele um jovem soldado solitário que carregava o brasão da Guarda de Malphius em seu escudo que estava jogado no chão. Bran pode perceber o jovem debruçado em cima da mesa soluçando semi-acordado com o rosto no que parecia uma repugnante mistura de vomito e rum, ou algo parecido... Bran franziu a testa e pensou "Oque um soldado real faz aqui tão longe de seu posto e ainda com a cara enfiada nesse caldo podre? Os boatos seriam reais?"
-Aqui está, meu senhor! - Disse o taverneiro interrompendo o raciocínio de Bran, que se mostrou claramente incomodado. - Oh senhor! Desculpe esse pobre taverneiro, interrompi seus pensamentos?
-Estava apenas pensando oque um soldado real faz aqui na ponta da Tormenta afogado em vomito e bebida! - Disse Bran fazendo menção ao soldado enquanto o taverneiro enchia sua caneca de madeira.
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