Apresentação

Bom, como diria "Chico Picadinho"... Vamos por partes!


Depois dessa piada horrível e de péssimo gosto, venho aqui explicar sobre oque se trata o Blog. Se trata de um universo que está tomando vida aos poucos com muito esforço dessa minha cabeça. Trata-se de uma fantasia medieval que se passa em "Aurus" o nome dado ao conjunto de continentes conhecidos pelo povo livre.

Mas do que se trata a história?

Bom, aqui temos um pequeno impasse. Pretendo postar a história principal que estou criando em capítulos separados por personagens (ex: Capítulo Pedro, Capítulo Jonas, Capítulo Andressa...) e não números (Capítulo 1, Capítulo 2, Capitulo 3...). Assim acho que consigo trabalhar melhor o ponto de vista do personagem que quero retratar com mais atenção e detalhes. Mas voltando ao impasse, pretendo também postar pequenos contos de acontecimentos aleatórios na cronologia do mundo de "Aurus", alguns com importância histórica outros de importância nula para os acontecimentos históricos, mas ao meu ver, divertidas a seu modo. Então basicamente a história (ou histórias) trata-se de um mundo não completamente navegado e descoberto, mas com território suficiente para grandes histórias e contos, grandes heróis, algumas poucas criaturas míticas e uma pitada de seitas secretas. Acho que quanto a isso é só!

Com que frequência será publicada?

Com a frequência que se encaixar na minha rotina, que, atualmente anda de certa forma calma. Pretendo começar com o capitulo que é uma espécie de prólogo para a história principal, mas, não tenho certeza se concluirei ele como prólogo ou capitulo inicial ainda, então veremos...

Por que eu leria essa merda?

Bom, acredito que eu esteja fazendo algo que seja pelo menos mediano ao meu ver e da minha excelentíssima namorada. Busco todos os dias novas referencias e quero de verdade levar esse meu projeto pessoal adiante até, um dia quem sabe, publicar por alguma editora apenas para concretizar esse meu pequeno desejo. Gostaria de opiniões ou sugestões para, assim, melhorar mais e mais o meu projeto até se tornar algo do qual eu realmente me orgulhe! Claro que não vou postar tudo que eu escrever aqui, pretendo colocar arcos iniciais e assim caso alguém realmente se interesse eu posso mandar capítulos que eu já tenha escrito ou continuações e explicações de alguns contos, afinal ninguém é obrigado a saber oque levou a acontecer o "Grande Surto" que estremeceu as montanhas de "Maphius" e rachou a poderosa "Muralha de Ming", e tão pouco entender a filosofia das "Ordens, Organizações ou Guildas" de "Aurus".

Assim concluo a minha introdução e aproveito para deixar meu e-mail aos interessados em saber mais sobre e também para que possam me enviar sugestões e criticas (podem usar os comentários pra isso também).

contosdopovolivre@outlook.com


quinta-feira, 25 de junho de 2015

Bran - Parte 1

   A chuva forte rugia nos telhados da pequena taverna, era outono e o inverno não demoraria a chegar, porém, ao contrário do gordo taverneiro de bochechas rosadas, que claramente possuia uma farta despensa estocada para o inverno, Bran pensava apenas na pequena criança ao seu lado dentro de um cesto feito de madeira que repousava em cima da cadeira, a criança sorria e balançava suas mãos de forma aleatória, Bran sorria discretamente ao observar a criança em sua frustrada tentativa de controlar os braços, a criança tinha no máximo um ano e no minimo nove meses de vida até então.
"Oque será da pobre criança? Se eu não encontrar um bom tutor estamos perdidos, eu e ela..." pensava enquanto olhava para o cesto e seu sorriso ia aos poucos se dissolvendo em preocupações.

- Mais cerveja! - Disse Bran com certa aspereza para o taverneiro.

- É pra já, meu senhor! - Respondeu o roliço homem que de certa forma sempre parecia alegre.

   O taverneiro retirou uma jarra detrás do balcão e levou a um grande barril com uma espécie de torneira de madeira acoplada que fazia jorrar uma escura cerveja preenchendo a grande jarra até a boca. A taverna não era grande, mas tão pouco era acabada, Bran estava no canto mais escuro da taverna oculto pela baixa iluminação e a fumaça da lareira e dos grandes potes de incenso ao lado da soleira da pesada porta de madeira. A sua frente do outro lado estava o balcão de onde o taverneiro tirou a jarra, feito de madeira envernizada com uma variedade de barris ao fundo, tantos que podia vê-los subir até quase o teto, ao lados dos barris havia uma porta que muito provavelmente levaria a cozinha. Ao lado do balcão estava a pesada porta de madeira reforçada com os dois potes de incenso ao lado que levava para fora da taverna onde a eterna chuva caia forte e sem parar batendo na porta fechada. Bran pode perceber que além dele um jovem soldado solitário que carregava o brasão da Guarda de Malphius em seu escudo que estava jogado no chão. Bran pode perceber o jovem debruçado em cima da mesa soluçando semi-acordado com o rosto no que parecia uma repugnante mistura de vomito e rum, ou algo parecido... Bran franziu a testa e pensou "Oque um soldado real faz aqui tão longe de seu posto e ainda com a cara enfiada nesse caldo podre? Os boatos seriam reais?"

-Aqui está, meu senhor! - Disse o taverneiro interrompendo o raciocínio de Bran, que se mostrou claramente incomodado. - Oh senhor! Desculpe esse pobre taverneiro, interrompi seus pensamentos?

-Estava apenas pensando oque um soldado real faz aqui na ponta da Tormenta afogado em vomito e bebida! - Disse Bran fazendo menção ao soldado enquanto o taverneiro enchia sua caneca de madeira.




  

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